sexta-feira, 21 de dezembro de 2018


Inclusão

A turma de 5° ano qual leciono e realizei meu estágio, tem uma aluna de inclusão. Acredito que um dos papéis da escola é promover o aprendizado para o convívio com as diferenças e que este trabalho deve ser sistematizado, um, trabalho visando envolver todos na construção de um ambiente acolhedor, em que as diferenças sejam vistas de forma respeitosa, onde haja crescimento e trocas de oportunidade.
Por isso na minha sala nunca permiti, nem ignorei as exclusões, apelidos, comentários e brincadeiras preconceituosas.
Sempre busquei garantir êxito entre todas as crianças, em situações diversas para que as crianças se vissem e fossem vistas pelo grupo como valorosas.


Debate em foco.

Debater e trocar sobre diversos conhecimentos se tornou primordial durante esse meu período de estágio. Como o tema trabalhado foi o lúdico, depois de expor cada assunto e tema, procurei propor uma discussão coletiva entre os alunos, para que a turma entrasse em contato com outras informações.
Com essa prática de estágio posso dizer que atualmente estou mais preocupada, com a qualidade do que com a quantidade de conteúdos propostos aos alunos, coisa que ao entrar na faculdade era totalmente diferente.
Tanto que na segunda semana de estágio, organizei a turma em duplas, para que as informações  não ficassem mais restritas à experiência pessoal, com isso busquei que os alunos percebessem a importância  de discutir a fundo uma questão e compartilhar o que eles pensam.


Ser diferente é normal.

Desde o início do ano minha turma se destacou por ser heterogênea. Cada um é de um jeitinho. Sempre soube que cada aluno é único, mas com o passar dos tempos percebi que apesar dos alunos serem tão diferentes, para ensina-los é preciso e fundamental levar em conta a heterogeneidade de ritmo e de saberes, para atender a todos e não deixar ninguém para trás, e com as dicas da disciplina do laboratório de criatividade foi bem mais fácil trabalhar com essas dificuldades.
Pois de acordo com Vygotsky ( 1986-1934) , esclarece que  o educador deve ter estratégias diferenciadas para atender os alunos, já que todos não detêm os mesmos conhecimentos nem aprendem de forma igual.

Tabuada de Pitágoras

Ao iniciar o estágio na minha turma de 5° ano percebi que os alunos tinham dificuldades em utilizar a tabuada.
Para tentar sanar essa dificuldade comecei a pensar em uma nova forma de ensina-los a utilizar a tabuada.
Isso tudo envolveu discussão com os alunos sobre a relação dos produtos da multiplicação e as propriedades envolvidas nos cálculos. Tudo isso porque essas ações  ajuda a memorizar os resultados e a encontrar os que eles não sabiam de cor. Para isso utilizei atabuada de Pitágoras. Tabuada essa que foi construída e dialogada com a turma em grande grupo. Esta tabuada permaneceu exposta na sala durante todos os dias letivos do terceiro trimestre.


Organização é tudo!

Ao realizar meu projeto de estagio percebi a importância de realizar as atividades em roda. Pois assim como elas são importantes na Educação Infantil também são importantes na sala de aula do Ensino Fundamental.
Sentar em roda com as crianças, não é uma tarefa simples, principalmente no 5° ano, onde os alunos querem exigem mais movimento e ação.
No entanto, encontrar a forma correta de trabalhara em roda pode transformar as atividades consideradas rotineiras em atividades diferentes.
Durante a prática de estágio, muito trabalhei com meus alunos em roda e percebi que isso favoreceu a identificação de relações, a resolução de problemas e a  experiência com novas situações.
Com isso percebi que o espaço na sala de aula é  muito importante para que acrinaça aprenda de forma autônoma.
Sobre  isso Zabalza afirma que:
“Seja qual for a organização da sala de aula(...) será preciso que os espaços estejam dispostos em função das necessidades das crianças, tornando possível, junto à sua atividade autônoma, a ação compartilha em grupo. De qualquer forma, o professor deve ter consciência de que uma determinada estrutura da sala favorece determinadas atividades”. (1998, p. 262.)

segunda-feira, 19 de novembro de 2018


Reflexões de Estágio - PARTE 2

O estágio tem dimensionado de forma significativa o meu lado profissional, tem me feito refletir sobre o confronto do meu fazer diário.
A aproximação entre mim e meus alunos tem acontecido de forma processual, pois já tinha um vínculo afetivo de experiências com minha turma, por isso o estágio só tem proporcionando novos saberes relacionados à minha prática como professora, aumentando e ampliando, o meu fazer pedagógico. 
Estagiar na turma que já lecionava tem sido fantástico, só vejo vantagens, pois as disciplinas estudadas ao longo desses semestres contribuíram para oferecer um clima de bem-estar físico, afetivo, social e intelectual para o período do estágio. 
Tiveram vários momentos de aprendizagem até o período da regência em sala de aula, as discussões em sala de aula sobre a docência, o porque do estágio para quem já exerce o magistério, planejamentos de atividades, planos de aula e projetos. Todos estão me ajudando a levar meus alunos a agir com espontaneidade, estimulando novas descobertas e o estabelecimento de novas relações, a partir do que eles já conheciam.
A escola tem sido o espaço dessas relações, descobertas, crescimento e construções. Um lugar onde eu como educadora, venho assumindo um papel de mediadora do conhecimento e ao mesmo tempo estou também aprendendo.
Estou desenvolvendo o projeto “JOGOS: Uma aprendizagem significativa”, pois notei através das observações feitas durante o primeiro semestre letivo do ano, que com os jogos e brincadeiras no ensino fundamental, as contribuições, para o processo de construção das aprendizagens das crianças desta etapa de escolarização aumenta e com isso é possível sincronizar disciplinas.
Procuro ao máximo estimular os alunos na leitura, na escrita, nos cálculos, raciocínio lógico, buscando saber qual seria o melhor meio de introduzir o conteúdo e o lúdico no cotidiano da turma e no processo de aprendizagem. Para isso, foi necessário conhecer a realidade dos alunos e aos poucos a cada dia, propor atividades que despertassem seu interesse e suas aprendizagens.
Por diversas vezes me embaso nas teorias estudadas ao longo do curso, como auxilio em situações difíceis. Por exemplo, quando recordo de Zabala, que para ajudar nos dilemas encontrados em sala de aula, nos diz que "da mesma maneira que os dilemas fazem parte dos nossos problemas como professores, podem constituir espaços de aprendizagem profissional. Assim eles passam a se transformar em elementos importantes para a solução de dificuldades e para a melhoria profissional.”
E esses dilemas como a indisciplina, dificuldade de aprendizagem tem se feito presente, em algumas situações do dia a dia. Mas tenho conseguido contorná-los. Com estes dilemas aprende a refletir mais a minha ação, procurando sempre melhorar o que esta errado e refazendo o que é preciso.
As experiências que tenho vivido durante o período de estágio, tem me proporcionado novos saberes relacionados à prática como docente, e para o desenvolvimento de novas posturas enquanto professora. 



Reflexões de Estágio - PARTE 1

Iniciei meu estágio dia 08 de outubro de 2018 , em uma turma de 5° ano na EMEF Francisco Mendes.
Já na primeira semana, mesmo eu já sendo titular da turma no período anterior ao estágio, tornou-se mais notável, que a sala de aula é um espaço privilegiado para as trocas de saberes e de confronto entre a teoria e a prática no dia a dia.
 Essa fase está sendo um momento muito oportuno de aprendizagens, me permitindo vivenciar uma série de atividades educacionais, sentindo com mais ênfase, o interesse dos alunos, isso tem provocado uma reflexão e aprimoramento enquanto professora e aprendiz.
Ao colocar em prática aquilo que aprendi durante as aulas na Universidade, compreendi melhor a teoria de Alarcão (2005), que a ideia de professor reflexivo está baseada no pressuposto de que o ser humano é um ser criativo e não apenas um executor de ideias e práticas que lhe são exteriores. Tendo em vista essa perspectiva posso dizer que diante das incertezas e imprevisibilidades do meu trabalho, como educadora devo, e tenho aprendido a agir de modo inteligente, buscando ser mais flexível.
Tenho buscado não transmitir de forma mecânica os conteúdos, buscado associar a prática em sala de aula na ação-reflexão-ação, ou seja, sempre refletindo antes e após as ações.
Cada dia que passa vejo que educar é algo de extrema importância, e afirmo que é pela reflexão que se abrem novos caminhos para a prática docente, evitando o sistema de reprodução por anos executado por diversos docentes.
Desse modo, desde a primeira semana, procurei refletir e analisar as dificuldades encontradas na sala de aula para que assim pudesse melhor compreender e reconstruir minha prática, na intenção de melhorar o processo de aprendizagem dos meus alunos.
Mesmo já estando em sala de aula há 9 anos, percebo que esse período de estágio é marcante na vida de todo professor. Nesse momento podemos pensar sobre nossa ação-reflexão-ação, compreendendo que educar, vai muito mais do que simplesmente transmitir conteúdo, é preciso pensar e refletir antes que a aprendizagem aconteça. Brilhantemente Freire (2002, p. 18) nos diz que “é pensando criticamente a prática de ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”.
Trabalhando com projeto em meu estágio, tenho tido oportunidade como aluna e professora de intercalar minhas ideias e de meus alunos, com a realidade da escola.
Pois é essa realidade que dá vida ao estágio, diante das carências percebidas durante o período de observação, e mais especificamente no momento da prática, tudo isso tem dado um rumo mais amplo e dinâmico para as intervenções aplicadas.




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