terça-feira, 12 de junho de 2018

Tem na Tv a cabo?

Percebo que por muitas vezes estarem acostumados a utilização de aparatos tecnológicos desde a mais nova idade, as crianças não se sentem tão estimuladas com aulas exclusivamente expositivas.
Meus alunos quando estão diante a dispositivos tecnologicos, a atenção de todos eles costuma se voltar para o aprendizado.
Atualmente existem inúmeras soluções tecnológicas que podem ser utilizadas como facilitadoras do conhecimento para as crianças e também são aliadas dos estudos.
Na minha sala de aula por vezes surgem conteúdos difíceis de ilustrar, principalmente na disciplina de Ensino Religioso,  para facilitar a aprendizagem nessa disciplina, frequentemente utilizo filmes e vídeos educativos.
No entanto, muitos professores acostumados com o modelo educacional de suas épocas,  por medo e até mesmo receio das TIC, ainda desconhecem as vantagens do uso da tecnologia na sala de aula.
Embora seja consensual que a utilização das tecnologias da informação e da comunicação na educação não vai substituir o professor,  reconhece-se, hoje em dia, que o trabalho docente pode ser apoiado por esses meios (Silva & Marchelli, 1998).
Portanto, se usada de modo contextualizado, ela é capaz de aproximar,  as situações de sala de aula,  daquilo que os alunos já estão acostumados na vida real, assim professor e alunos se aproximam e passam a compartilhar da mesma realidade.

Brincando e conversando para aprender.

Meus alunos, tanto da EI como do EF adoram brincar.
Na convivência com eles percebo que que ninguém nasce sabendo brincar. É preciso aprender. Assim como também não nasce sabendo falar. É preciso aprender.
As brincadeiras infantis relevam um conteúdo riquíssimo,  que pode ser usado para estimular o aprendizado e a linguagem.
Procuro então,  analisar o contexto social dos meus alunos, pois isso determina quais as brincadeiras escolhidas e o modo como elas serão realizadas.
Faço essa análise através da observação e também utilizo a roda de conversa que aborda o que realmente acontece entre as crianças,  afinal ela é um retrato de suas relações sociais.
Vigotski (1984) afirma que o contato da criança com a linguagem é através da relação com o outro.
Tendo em vista isso, considero importante as brincadeiras e as rodas de conversa para o desenvolvimento da linguagem, pois o desenvolvimento não existe isoladamente, e sim apenas existe se mantém relação com a realidade.

Leitura como objeto de conhecimento.

Eu como leitora procuro ajustar o modo de ler ao objetivo da inicial da leitura.
Na prática de escrever e ler, atividade realizada na análise de cenas, busquei fazer meu melhor interagindo com o texto, utilizando meu conhecimento prévio  sobre o tema e checando previsões.  Pois sei que o resultado disso leva a interpretações e compreensões.
No entanto pra mim esse processo de escrita e leitura não é nada simples, sei também que ele não é natural e automático.
De acordo com Isabel Solé "ler é compreender e compreender é sobretudo um processo de construção de signigicados sobre o texto que pretendemos compreender."
Por isso esse processo aos poucos vem sendo construído por mim.
Tenho aprendido muito como aluna e como professora tenho procurado transmitir,  oferecer aos meus alunos dicas que utilizo quando leio e interpreto. Faço isso da mesma forma como ocorre com outros conteúdos de ensino ou quando mostro como traçar de forma correta uma letra.
Espero que assim, vendo como faço para elaborar uma interpretação do texto, os alunos entendam as estratégias de compreensão e passem a adotá-las.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Reportagem que encanta.

Sou professora há 8 anos mas nunca lecionei na EJA. Desde que comecei a estudar e ler mais sobre como trabalhar  em EJA não encontrei indicações sobre o que deveria ser desenvolvido com os alunos adultos.
"Ensinar significa querer bem os educandos" (Freire 1996, p.159), ao ler uma entrevista concedida à revista NOVA ESCOLA por Timothy Ireland onde ele fala das principais questões que preocupam os estudiosos e dos desafios a vencer percebi que esse querer bem acontece no EJA, fiquei feliz em saber que exista uma série de dados específicos da área,  como mostrado na reportagem, que possam me orientar e concordo com o pesquisador,  o aluno adulto só supera as dificuldades de permanecer na escola se compreender a importância da Educação em sua vida.

Referências
IRELAND, Timothy. Revista Nova Escola. Ed.223, junho/2009.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 12 ed. São Paulo:Paz e Terra, 1996.

Contextualizando em sala de aula.

De acordo com Piaget "a infância é o tempo de maior criatividade na vida de um ser humano".
Por isso procuro contextualizar o conhecimento em sala de aula, vinculando os conteúdos escolares a situação que façam sentido para os alunos, incorporando as vivências deles. Assim são capazes de estabelecer relações entre os conhecimentos.
Uma atividade que eles demonstram interesse é quando contextualizo  a leitura e escrita de notícias em diversos tipos de procedimentos, como por exemplo ler textos jornalísticos no jornal impresso,  entrevistar pessoas, e até publicar uma "reportagem de verdade" etc.
Na escolha do contexto sempre considero aquilo que é significativo para os alunos na vida e no mundo e para os objetivos da escola. Busco-os sempre na vida cotodiana, na sociedade,  na descoberta de conhecimento.

segunda-feira, 21 de maio de 2018


EJA
Conversando com colegas que atuam como docente no EJA em Cidreira, percebi que para a maioria deles lecionar na EJA é uma experiência simplesmente motivadora, apaixonante e empolgante, que os faz refletir constantemente sobre a prática docente e leva a entender como a educação é uma transformadora da realidade que nos cerca. Observei também que além das dificuldades pessoais, há também dificuldades relacionadas a escola como alguns programas e métodos voltados ao público infantil que precisam serem adequados a esse público.
Pois numa escola de EJA encontramos jovens e adultos com diferentes trajetórias escolares, geralmente de classe baixa, que por alguns motivos como trabalho, reprovação, difícil acesso, pararam de estudar e resolveram retomar os estudos através desta modalidade.
É um público que apresenta uma linguagem que tem como base as experiências de vida e trabalho, de acordo com seu grupo cultural, porém o desenvolvimento é absolutamente singular para cada educando, visto que para alguns a linguagem escolar é difícil de compreender.
Na EJA o professor é mais um facilitador da aprendizagem do que um transmissor de conhecimentos. Por isso o professor que trabalha com EJA precisa combinar o currículo a ser cumprido com uma proposta diferenciada e específica para seus alunos, levando em conta que para muitos desses alunos a EJA é a única e última alternativa para se manterem no espaço escolar.


O ABC da leitura.

A interdisciplina de linguagem e educação tem me apresentado novas aprendizagens prazerosas, pois ela tem trabalhado com práticas de leitura, escrita e oralidade no contexto social e no ambiente doméstico.
Ela me oportuniza ampliar meus conhecimentos em relação à alfabetização, às diferentes formas de letramento e ao planejamento. Também me fez perceber a importância de ter uma escola mais flexível, capaz de desenvolver práticas não voltadas somente ao letramento escolar, mas ao letramento social, oferecendo condições para que os alunos desenvolvam habilidades de leitura, escrita e oralidade com autonomia, para que consigam atender as suas necessidades humanas e sociais, no espaço que estão inseridos.
Com essas aprendizagens tenho colocado em prática com os alunos do 5° ano que leciono, o uso da biblioteca escolar, pois ela potencializa o processo de alfabetização e letramento. Porém, infelizmente, em algumas escolas é um espaço pouco utilizado e vivido, essa não é a realidade da escola em que estou inserida. Ainda bem, pois, possibilidades de leitura e de escrita aumentam quando existem espaços para inserir o aluno, no mundo da leitura e escrita de forma ativa.
De acordo com Vygotsky, o desenvolvimento da linguagem escrita nas crianças se dá, conforme já foi descrito, pelo deslocamento do desenho de coisas para o desenho de palavras. Contudo, esse processo não é contínuo, ele não se desenvolve em linha reta, como qualquer outra função, o desenvolvimento da escrita depende das relações psicológicas, culturais, sociais, econômicas e políticas.
Tendo em vista isso, com a turma agendo um horário com o bibliotecário para conversarmos sobre a importância dos livros e da leitura.
A nossa ida à Biblioteca acontece pelo menos uma vez na semana. Os alunos podem ler livros na própria biblioteca e também fazer empréstimo do livro que gostaria de ler em casa.
Sendo assim, o livro fica uma semana com o aluno e toda semana há um novo empréstimo.
Então, cabe a nós educadores buscar conhecer nossos alunos, analisar o meio em que eles estão inseridos, as relações que eles estabelecem com esse meio, bem como considerar o conhecimento que esses alunos já carregam e construíram antes de ingressar na escola, para que se possa alfabetizar letrando, ensinando os indivíduos a ler e a escrever no contexto das práticas sociais.

Uhull! AcaboOuUUUUU O post de hoje não tem nenhum conteúdo importante e teórico para ser abordado, aliás, tem sim... a apresentaçã...